22 de dez. de 2020


◊ O Corvo – The Raven ◊ Edgar Allan Poe ◊ Faro Editorial ◊ 

Olá Bookaholics! 

Hoje vim trazer para vocês essa edição maravilhosa de O Corvo o poema de Edgar Allan Poe em um formato lindo em capa dura e todo ilustrado, uma edição especial bilíngüe lançada pela @faroeditorial. 

Em uma tradução especial feita por Thereza Christina Rocque da Motta e ilustrações de James Carling a editora Faro trouxe o poema épico de Poe de uma forma única e encantadora. 


Qual fã de literatura não ouviu a palavra Nevermore e nunca se recordou de algo? Nevermore (Nunca Mais) é o nome do corvo que adentra os aposentos de um homem que se vê atormentado pela morte de seu amor. Durante todo o poea podemos perceber as cadencias próprias do autor, e seu ritmo levando a uma leitura fluida e passando o sentimento avassalador da dor da morte sentida pelo homem atormentado pelo corvo. 

“Dize-me teu nobre nome, nesta praia, 

Numa noite de Plutão! 

Retrucou o Corvo: “Nunca mais!”” 

Enfim não é um poema que possa ser explicado, cada pessoa terá uma visão e interpretação dele.

COMPRE NA AMAZON

14 de dez. de 2020


Confira capa e sinopse do lançamento da autora Uiara Barzzotto (Onde Mora O Coração - Universo dos Livros).

"Alex
Lembro perfeitamente da primeira vez que vi Heloísa, naquela época, ainda tão jovem, não soube identificar direito o motivo do meu coração e pulso acelerar diante da irmã do meu melhor amigo. Os anos passaram e finalmente pude entender o que estava acontecendo: eu estava apaixonado pela primeira vez na vida, por uma mulher que tinha doze anos a mais que eu.
Agora, após um período fora do país, decidi que é o momento de voltar para o Brasil. O reencontro entre nós era inevitável, o que eu não sabia é que, reencontra-la depois desse tempo mexeria tanto comigo e que, trouxesse a tona sentimentos que descobri estarem apenas adormecidos.

Heloísa
Achei que minha vida estava no caminho certo; finalmente a tão sonhada promoção no trabalho e um namoro estável. Mas a vida não segue roteiros e insiste em nos dar rasteiras. Só soube disso quando fiquei sabendo que Rafael, meu namorado tinha outros planos para sua vida, planos esses nos quais eu não estava inclusa. O baque foi grande, porém, não me deixei abater e me segurei nas realizações profissionais para seguir em frente.
O que eu não imaginei é que a mesma vida que muda nossos destinos sem aviso prévio, havia me preparado um novo capítulo para minha história...

Quando um amor floresce
“Uma irresistível história de amor e seu poder transformador, que cura, liberta e aquece o coração.” — F.P. Rozante — Autora de “Minhas para proteger”

Previsão de lançamento: segunda quinzena de janeiro de 2021.




O projeto
Lições - Histórias entre Mundos é um projeto de financiamento coletivo para a publicação de dois livros: um jogo narrativo e um romance sobre viagens para outros mundos, dramas e destino. As protagonistas são pessoas com dramas pessoais profundos que, por um acaso, descobrem que possuem o poder para acabar com uma crise iminente.

O manual de jogo, Lições: um jogo narrativo entre mundos, é adequado a jogadores iniciantes e possui tudo que você precisa para aprender a jogar, inclusive havendo uma expansão que torna possível jogar individualmente (RPG Solo) ou em grupo sem a necessidade de uma pessoa dedicada a ser o narrador ou mestre de jogo.
O manual terá 96 páginas, no formato 21 x 28 cm e capa dura, impresso em papel couchê 150 g. Para qualquer recompensa com o livro físico, você já garante nosso marcador de páginas!


O romance Rubro & Roxo narra uma história de terror escolar sustentada por medos e pesadelos. Sabrina, Felipe, Anne e Lucas são quatro estudantes do ensino médio que se envolvem numa trama de agressões, ameaças e chantagens que domina o Colégio Estações. Será preciso investigar no outro mundo, na realidade criada durante os sonhos, as relações entre os traumas dos jovens e a nefasta rede da dor.

O livro terá aproximadamente 180 páginas, no formato 14 x 21 cm, preto e branco, impresso em papel pólen soft 80 g.

O projeto foi escrito pelo Jorge Valpaços, com edição do Artur Vecchi, revisão de Gabriela Coiradas e Diagramação por Vitor Coelho. As ilustrações são do Alexandre Richinitti e Erik James Paul.
Lições tem como principais referências as histórias sobre Mundos Paralelos ou Realidades Alternativas. Você as encontra em histórias clássicas como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan ou O Mágico de Oz; em romances de ficção especulativa como As Crônicas de Nárnia ou Jogador Número 1; em filmes e séries como Caverna do Dragão e Jumanji ou até mesmo Tron e Dark; e em mangás, light novels ou animes do gênero isekai (mundo diferente em japonês) como Guerreiras Mágicas de Rayearth, Digimon, Re:Zero ou KonoSuba.

Mas o que há de comum nestas obras tão diferentes? A jornada, que poderia ser considerada puramente escapista, adquire dimensões épicas após o primeiro contato com a outra realidade, seja para o Nosso Mundo ou para o Outro Mundo. Desde então, as personagens, que supostamente não possuem capacidades especiais descobrem-se as Protagonistas da História e tornam-se responsáveis pela superação de uma grande Crise. Enquanto elas se aventuram e descobrem um universo totalmente diferente de onde vivem, exercitam sua criatividade, lidam com a alteridade, exercitam a empatia e encaram seus Dramas enquanto amadurecem. Em todas as narrativas, a despeito de sua moralidade ou tom, sempre há Lições, experiências que nos atravessam e nos fazem aprender por meio da ficção e da narrativa.



Lições é um jogo narrativo. Por meio dele, você criará a História de uma personagem que descobre, após um Evento Caótico, que há um Outro Mundo além do nosso, e que há uma Crise entre eles. A partir de então, cada partida será um Capítulo de uma História criada por meio das regras e mecânicas apresentadas no manual de jogo.
Ao jogar com uma Protagonista você assume o papel de alguém que está um tanto perdida em sua vida. Entretanto, após a primeira experiência com o Outro Mundo, a personagem descobre que possui o Poder necessário para solucionar a Crise enquanto amadurece e se transforma. As capacidades da personagem são resumidas na Ficha de Protagonista e você é responsável por tomar atitudes, fazer escolhas e usar os recursos anotados nela. Por exemplo, possuindo o atributo Agilidade no nível d12 (o mais alto), você prefere fugir a resistir ao avanço de inimigos, pois não tem muito Vigor no momento (sua ficha indica d6 neste atributo, um nível baixo).

O objetivo o jogo é esgotar a Reserva de Drama, o combustível que gera os conflitos na História. Quando o Drama da História se esgota, a Crise entre os Mundos é superada. E isso só ocorre ao superar os Desafios, Capítulo a Capítulo. Durante o envolvimento com a Crise, sua Protagonista evolui, amadurece e vivencia importantes Lições.

Em letra cursiva escrito O sistema L'adventure

Logo da Ladventure, um brasão com uma lebre no meio com o salto



O Sistema L’Aventure é o motor que impulsiona a narrativa do jogo. Presente em outros títulos do autor como Arquivos Paranormais, Déloyal, Encantos, Ceifadores e Magos Lacunares da Torre Púrpura, ele é adequado a cada experiência de jogo. Em Lições, as mecânicas servem a impulsionar a disputa pelas Reservas de Energia, Experiência, Drama e Destino. Enquanto as primeiras são adquiridas pelas Protagonistas, as últimas servem à História, sendo manipuladas pelo Narrador. Cada uma destas Reservas confere manobras especiais, que retratam não apenas a superação de conflitos, mas ações que podem aumentar ou diminuir a Crise entre os Mundos. Por exemplo, uma personagem pode Gastar Energia para ativar um Poder que despertou no Outro Mundo ou para recuperar-se de um dano sofrido, enquanto o Narrador pode fazer uma Jogada de Destino para trazer um Antagonista inesperado à Cena ou Gastar Drama para criar uma Locação inexplorada no Outro Mundo. Todos estes recursos acionam gatilhos narrativos emergentes, condicionados a Jogadas e ações específicas, o que insere estratégia e gerenciamento de recursos enquanto componentes centrais na dinâmica de jogo.

A abordagem do sistema para Lições é baseada em: 1. Características dinâmicas, que fazem com que sua personagem mude a cada jogada, ou seja, após uma situação a protagonista poderá ficar mais confiante ou hesitante, e isso também muda na sua forma de jogar durante as partidas; 2. Desfechos climáticos, uma das principais mecânicas do sistema que orienta os jogadores à experiência e dá um gostinho de quero mais, pois todo final de partida gera “cenas do próximo episódio”; 3. Suporte aos jogadores, com fichas de apoio e muito material que gera mais ideias às partidas que soluções prontas; 4. Modularidade de regras, tornando simples a criação de Mundos de Terror, Ficção Científica, Fantasia, etc.; 5. Complexidade mecânica com fácil aprendizagem, sendo Lições o mais completo jogo que usa o Sistema L’Aventure, porém é rápido de ser compreendido

Quer conhecer melhor o sistema de jogo? Então descubra que tipo de histórias rolam em Lições acessando este link. Aprenda criar um personagem neste artigo. E conheça as mecânicas de Drama em detalhes neste texto!

O Colégio Estações é o mais antigo, o mais tradicional do bairro. Celebrado como um colégio de referência no passado, é visto como decadente nos dias de hoje. Lá estudam Sabrina, a presidente do grêmio estudantil, Felipe, o mais charmoso e descolado aluno do segundo ano, Lucas, o poético e centrado líder do clube de literatura e Anne, uma aluna recém-transferida de uma cidade no interior que é um tanto calada. Os quatro amigos partilham um segredo: eles sabem que há um mundo paralelo ao nosso. Uma dimensão alimentada pelos nossos medos, receios e frustrações. E como o colégio abriga as angústias adolescentes, ele funciona como um portal que conecta este Outro Mundo, o Mundo dos Pesadelos, à realidade.


Mas as coisas ficam mais complicadas quando vários alunos aparecem com cicatrizes no corpo. Seus comportamentos mudam do dia para noite, tornando-se fechados e taciturnos. Enquanto isso, os Mundo dos Pesadelos revela a transformação do colégio numa estranha construção feita de sangue e dor. Muita dor.

Rubro & Roxo faz parte de Lições, uma série de romances leves sobre mundos alternativos e amadurecimento de quatro amigos, personagens que acompanham todo o manual do jogo narrativo. São eles que explicam as regras e apresentam as mecânicas e dinâmicas do jogo narrativo. Quanto aos romances, cada livro narra uma história independente de viagens a universos totalmente diferentes, regidos por suas próprias regras. Sendo uma leitura de terror escolar e até mesmo fonte de inspiração para o jogo narrativo, o primeiro volume dialoga com o universo do Mundo do Pesadelos presente na HQ Beladona, de Ana Recalde e Denis Mello e no jogo Pesadelos Terríveis, também publicado pelo autor. Há uma série de contos ambientados no Colégio Estações, e você pode lê-los para conhecer as personagens e o cenário gratuitamente, basta acessar este link.



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A Editora Seguinte acaba de revelar a capa e o titulo do novo livro da autora Victoria Aveyard (Serie a Rainha Vermelha).


Confira um pequeno trecho divulgado e traduzido pela editora:

Havia quilômetros de vista livre. Um bom dia para terminar uma viagem.

⠀⠀⠀⠀⠀E um bom dia para começar outra.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne adorava a costa de Siscaria naquela época do ano, as manhãs do início do verão. Nenhuma tempestade de primavera, nenhum trovão crepitante, nenhuma névoa de inverno. Nenhum esplendor colorido, nenhuma beleza. Nenhuma ilusão. Nada além do horizonte azul e limpo do mar Longo.
⠀⠀⠀⠀⠀A bolsa de couro, que guardava o livro de registros, batia em seu quadril. Aquele livro cheio de tabelas e listas valia seu peso em ouro, ainda mais naquele momento. Ansiosa, ela caminhou pela antiga estrada Cor ao longo das falésias, seguindo as pedras planas e pavimentadas rumo a Lemarta. Ela conhecia o caminho como conhecia o rosto de sua mãe. Cor de areia e esculpido pelo vento, não desgastado pelo sol, mas dourado por ele. O mar Longo se agitava quinze metros abaixo, respingando água no ritmo da maré. Oliveiras e ciprestes cresciam sobre os morros, e o vento soprava leve, cheirando a sal e laranjas.
⠀⠀⠀⠀⠀Um bom dia, ela pensou de novo, voltando o rosto para o sol.
⠀⠀⠀⠀⠀Seu guardião, Kastio, caminhava ao lado dela, o corpo abatido pelas décadas vividas sobre as ondas. Grisalho e com sobrancelhas intensamente pretas, o velho marujo siscariano tinha a pele de todo o corpo escurecida pelo sol. Ele caminhava em um ritmo esquisito, sofrendo com os joelhos gastos e as pernas de quem passou muito tempo mar.
⠀⠀⠀⠀⠀— Mais algum sonho? — ele perguntou, olhando de soslaio para sua protegida. Seus olhos azuis vívidos percorreram o rosto dela com a atenção de uma águia.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne fez que não, piscando os olhos cansados.
⠀⠀⠀⠀⠀— Só estou animada — ela respondeu, abrindo um sorrisinho forçado para o acalmar. — Você sabe que quase não durmo quando o navio está para voltar.
⠀⠀⠀⠀⠀O velho marujo se deixava convencer facilmente.
⠀⠀⠀⠀⠀Ele não precisa saber sobre meus sonhos, nem ele nem ninguém. Com certeza contaria para a minha mãe, que tornaria tudo ainda mais insuportável com a preocupação dela. Mas eles ainda vêm toda noite. E, não sei por quê, estão ficando piores.
⠀⠀⠀⠀⠀Mãos brancas, rostos cobertos de sombras. Algo se movendo na escuridão.
⠀⠀⠀⠀⠀A memória do sonho a arrepiava mesmo em plena luz do dia, e ela apertou o passo, como se pudesse escapar da própria mente.
⠀⠀⠀⠀⠀Os navios seguiam ao longo da Costa da Imperatriz em direção ao porto lemartano. As embarcações precisavam velejar até a garganta do ancoradouro natural da cidade, à vista da estrada e das torres de vigia de Siscaria. A maior parte das torres, que estavam mais para ruínas de pedra deterioradas pelas intempéries, eram relíquias da Velha Cor batizadas em homenagem a imperadores e imperatrizes mortos havia muito tempo. Elas se erguiam como dentes em uma mandíbula quase vazia. As torres que ainda estavam em pé eram ocupadas por soldados velhos ou marinheiros obrigados a ficar em terra firme, homens próximos do próprio fim.
⠀⠀⠀⠀⠀— Qual é a contagem dessa manhã, Reo? — Corayne perguntou ao passar pela torre de Balliscor. Seu único guardião, um homem velho decadente, estava na janela.
⠀⠀⠀⠀⠀Ele balançou uma dupla de dedos enrugados, a pele gasta como couro velho.
⠀⠀⠀⠀⠀— Só dois entraram depois desse ponto. Velas verde-azuladas.
⠀⠀⠀⠀⠀Velas água-marinha, ela corrigiu em sua cabeça, marcadas pela sereia dourada de Tyriot.
⠀⠀⠀⠀⠀— Você não perde um detalhe, não é? — ela disse, sem diminuir o passo.
⠀⠀⠀⠀⠀Ele riu baixo.
⠀⠀⠀⠀⠀— Minha audição pode não ser mais a mesma, mas minha visão continua afiada como sempre.
⠀⠀⠀⠀⠀— Afiada como sempre! — Corayne repetiu, contendo um sorrisinho.
⠀⠀⠀⠀⠀De fato, duas galés tyri haviam passado pelo cabo Antero, mas um terceiro navio atravessou os baixios, escondido pelas falésias. Dificilmente seria visto por alguém que não soubesse para onde olhar. Ou por alguém que fora pago para olhar para outro lugar.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne não deixou nenhuma moeda para o vigia quase cego de Balliscor, mas deixou os subornos habituais nas torres de Macorras e Alcora. Uma aliança comprada ainda é uma aliança selada, ela pensou, ouvindo a voz da mãe em sua cabeça.
⠀⠀⠀⠀⠀Ela deu o mesmo para o guardião das muralhas de Lemarta, embora a cidade portuária fosse pequena, o portão já estivesse aberto, e Corayne e Kastio fossem conhecidos. Ou pelo menos minha mãe é conhecida, admirada e temida na mesma proporção.
⠀⠀⠀⠀⠀O guardião pegou a moeda, fazendo sinal para eles entrarem nas ruas familiares, cobertas de flores laranja e lilás. Elas perfumavam o ar, disfarçando os cheiros do porto cheio de gente, algo entre uma cidade pequena e uma vila alvoroçada. Lemarta era um lugar flamejante, os prédios de pedra pintados nas cores da alvorada e do entardecer. Naquela manhã de verão, as ruas do mercado se enchiam de comerciantes e aldeões.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne oferecia sorrisos como oferecia moedas: um item de troca. Como sempre, sentia uma barreira entre ela e a multidão, como se observasse as pessoas através de um vidro. Os fazendeiros traziam mulas pelas falésias, carregando verduras, frutas e grãos. Os vendedores anunciavam suas mercadorias em todas as línguas do mar Longo. Sacerdotes dedicados caminhavam em filas, seus mantos tingidos em várias cores para marcar a que ordem pertenciam. Os de manto azul, vindos de Meira, eram sempre os mais numerosos, devotos da deusa das águas. Os marinheiros à espera de uma maré ou de um vento favorável já relaxavam nos pátios dos sedens, bebendo vinho sob o sol.
⠀⠀⠀⠀⠀Uma cidade portuária era muitas coisas, mas acima de tudo um entroncamento. Embora Lemarta fosse insignificante diante do resto do mundo, estava longe de ser uma cidade desprezível. Era um bom lugar para lançar âncora.
⠀⠀⠀⠀⠀Mas não para mim, Corayne pensou enquanto acelerava o passo. Nem um segundo a mais.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne e Kastio desceram um labirinto de escadas até as docas, chegando à passarela de pedra à beira d’água. O brilho do sol matinal se refletia nas águas azul-turquesa. Lemarta contemplava o porto lá de cima, encurvada sobre as falésias como uma plateia em um anfiteatro.
⠀⠀⠀⠀⠀Os navios de Tyriot haviam acabado de aportar, ladeando um píer comprido que se projetava sobre a água mais funda. Uma confusão de tripulantes enchia as galés e o píer, espalhando-se sobre as tábuas. Corayne identificou fragmentos de tyri e kasan falados entre o convés e a doca, mas a maioria falava paramount, a língua usada para o comércio nos dois lados do mar Longo. Os membros da tripulação descarregavam caixas e animais vivos enquanto uma dupla de oficiais portuários fazia seus registros fiscais e aduaneiros com grande alarde. Meia dúzia de soldados os acompanhavam, vestindo túnicas roxas vibrantes.
⠀⠀⠀⠀⠀Nada de boa qualidade ou especialmente interessante, Corayne notou, observando a carga.
⠀⠀⠀⠀⠀Kastio seguiu seu olhar, estreitando os olhos sob as sobrancelhas.
⠀⠀⠀⠀⠀— De onde? — ele perguntou.
⠀⠀⠀⠀⠀O sorriso dela veio tão rápido quanto a resposta.
⠀⠀⠀⠀⠀— Sal das minas de Aegir — Corayne disse, confiante. — E aposto uma taça de vinho com você que o azeite de oliva vem dos bosques de Orisi.
⠀⠀⠀⠀⠀O velho marinheiro riu.
⠀⠀⠀⠀⠀— Nada de apostas. Aprendi minha lição mais de uma vez — ele respondeu. — Você leva jeito para os negócios, isso ninguém pode negar.
⠀⠀⠀⠀⠀Os passos dela hesitaram, a voz ficou mais cortante.
⠀⠀⠀⠀⠀— Espero que sim.
⠀⠀⠀⠀⠀Outro oficial portuário esperava na ponta do próximo píer, embora o ancoradouro estivesse vazio. Os soldados que o acompanhavam pareciam meio sonolentos, completamente desinteressados. Corayne abriu seu melhor sorriso, uma mão na bolsa segurando o último e mais pesado saquinho de moedas. Aquele peso trazia segurança, como o escudo de um cavaleiro.
⠀⠀⠀⠀⠀Embora ela já tivesse feito aquilo uma dezena de vezes, seus dedos tremiam. Um bom dia para começar uma viagem, ela disse a si mesma novamente. Um bom dia para começar.
⠀⠀⠀⠀⠀Atrás do oficial, um navio entrou no porto, saindo da sombra da falésia. Não havia como confundir a galé, com sua bandeira roxo-escura chamativa. O coração de Corayne bateu mais forte.
⠀⠀⠀⠀⠀— Oficial Galeri — ela chamou, com Kastio ao seu lado. Eles vestiam túnicas leves de verão, calças de couro e botas, e embora não fossem roupas elegantes, caminhavam pelo píer como se pertencessem à realeza. — Sempre um prazer vê-lo.
⠀⠀⠀⠀⠀Galeri inclinou a cabeça. O guarda tinha quase três vezes a idade dela — beirando os cinquenta anos — e possuía uma feiura espetacular. No entanto, era muito popular entre as mulheres de Lemarta, sobretudo porque seus bolsos estavam bem recheados de propinas.
⠀⠀⠀⠀⠀— Domiana Corayne, você sabe que o prazer é meu — ele respondeu, pegando a mão estendida dela com um floreio. O saquinho passou dos dedos de Corayne para os dele, desaparecendo no casaco do homem. — E um bom-dia para você, Domo Kastio — ele acrescentou, acenando para o velho, que fechou a cara em resposta. — O mesmo de sempre nessa manhã? Como vai a Filha da Tempestade?
⠀⠀⠀⠀⠀— Vai bem. — Corayne abriu um sorriso sincero, olhando para a galé que entrava.
⠀⠀⠀⠀⠀A Filha da Tempestade era maior do que as galés tyri, um tanto mais compridas e duas vezes mais elegantes, com um rostro mais adequado para a batalha do que para o comércio logo abaixo da linha da água. Era um navio lindo, seu casco pintado em tons escuros para viagens em mares gelados. Com a virada da estação, a camuflagem em água morna chegaria: verde-água e listras cor de areia. Mas, por enquanto, era como uma sombra, velejando no tom roxo-escuro de um navio siscariano voltando para casa. A tripulação estava bem, Corayne sabia, observando seus remos se moverem em uma sincronia perfeita enquanto manobravam o longo navio plano para a doca.
⠀⠀⠀⠀⠀Uma silhueta estava na popa, e um calor se espalhou no peito de Corayne.
⠀⠀⠀⠀⠀Ela se voltou para Galeri abruptamente, tirando um papel do livro de registros, já estampado com o selo de uma família nobre.
⠀⠀⠀⠀⠀— A listagem da carga, o de sempre. — Para cargas ainda não descarregadas. — As quantidades são exatas. Sal e mel, embarcados em Aegironos.
⠀⠀⠀⠀⠀Galeri olhou para o papel sem interesse.
⠀⠀⠀⠀⠀— Com destino a? — ele perguntou, abrindo o caderno de registros dele. Atrás dele, um dos soldados começou a urinar no mar.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne teve o bom senso de ignorá-lo.
⠀⠀⠀⠀⠀— Lecorra — ela disse. A capital siscariana. Antes o centro do reino conhecido, agora uma sombra de sua glória imperial. — Para sua excelência, o duque Reccio...
⠀⠀⠀⠀⠀— Isso será suficiente — Galeri murmurou. Carregamentos nobres não podiam ser taxados, e seus selos eram fáceis de reproduzir ou roubar, para aqueles com a predisposição, o talento e a ousadia.
⠀⠀⠀⠀⠀Ao fim do píer, cordas foram lançadas, homens saltando com elas. Suas vozes eram um emaranhado de línguas: paramount e kasan e treckish e até a melodiosa rhashiran. A miscelânea de vozes se misturou ao silvo de cordas na madeira, o mergulho de uma âncora, o bater de uma vela. Corayne mal conseguia se aguentar de tanto entusiasmo.
⠀⠀⠀⠀⠀Galeri fez uma leve reverência, abrindo um sorriso largo. Dois de seus dentes eram mais brilhantes do que os demais. Marfim, comprado ou subornado.
⠀⠀⠀⠀⠀— Muito bem, assunto resolvido. Vamos ficar de guarda, claro, para observar sua remessa para sua excelência.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne não precisou de mais. Passou pelo oficial e seus soldados, fazendo o possível para não desatar a correr. Quando era mais nova, teria feito isso, indo o mais rápido possível para a Filha da Tempestade com os braços abertos. Mas tenho dezessete anos, sou quase uma mulher, e a agente do navio, ainda por cima, ela disse a si mesma. Devo agir como parte da tripulação, e não como uma criança agarrada às saias da mãe.
⠀⠀⠀⠀⠀Não que eu já tenha visto minha mãe usar saia.
⠀⠀⠀⠀⠀— Bem-vindos de volta! — Corayne gritou, primeiro em paramount, depois na meia dúzia de outras línguas que conhecia, e nas outras duas que arranhava. Rhashiran ainda estava além da capacidade dela, ao passo que a língua jydi era considerada impossível para estrangeiros.
⠀⠀⠀⠀⠀— Você andou praticando — disse Ehjer, o primeiro membro da tripulação a cumprimentá-la. Ele tinha quase dois metros e quinze de altura, a pele branca coberta de tatuagens e cicatrizes ganhadas a duras penas nas neves de Jyd. Ela conhecia as piores histórias: um urso, uma batalha, uma amante, um alce particularmente furioso. Ou talvez a história do alce e da amante fosse a mesma?, ela se perguntou antes de ele a abraçar.
⠀⠀⠀⠀⠀— Não puxe meu saco, Ehjer; eu falo como haarblød — ela ofegou, sem conseguir respirar em seus braços. Ele riu alto.
⠀⠀⠀⠀⠀O píer se encheu de gente, uma confusão de tripulantes e caixotes sobre as tábuas. Corayne foi passando atenta a novos recrutas apanhados na viagem. Sempre havia alguns, fáceis de identificar. A maioria tinha bolhas nas mãos e queimaduras de sol, desacostumados com a vida no convés. A Filha da Tempestade gostava de treinar os seus do zero.
⠀⠀⠀⠀⠀Regra da minha mãe, como tantas outras.
⠀⠀⠀⠀⠀Corayne a encontrou onde sempre a encontrava, quase sentada na amurada.
⠀⠀⠀⠀⠀Meliz an-Amarat não era nem alta nem baixa, mas sua presença era imensa, e chamava a atenção. Uma boa qualidade para qualquer comandante de navio. Ela observava a doca com olhar de águia e orgulho de dragão, sua tarefa ainda incompleta embora o navio estivesse seguramente aportado. Ela não era do tipo que vadiava em sua cabine ou fugia para o seden mais próximo para beber enquanto a tripulação fazia todo o trabalho árduo. Todos os caixotes e sacos de juta passavam sob seu olhar, para serem ticados em uma contagem mental.
⠀⠀⠀⠀⠀— Como estão os ventos? — Corayne perguntou, observando sua mãe governar seu reino de galé.
⠀⠀⠀⠀⠀Do convés, Meliz sorriu, radiante, seu cabelo solto sobre os ombros, pretos como uma nuvem de tormenta. Leves e bem merecidas marcas de expressão marcavam sua boca.
⠀⠀⠀⠀⠀— Ótimos, pois me trouxeram para casa — ela disse, a voz doce como mel.


E Então, estão ansiosos por esse lançamento? Me conta ai! 

13 de dez. de 2020


◊ A Lista que Mudou Minha Vida ◊ Olivia Beirne ◊ Faro Editorial ◊ 

Olá Bookaholics!! 

Hoje vim trazer a resenha desse livro romântico e gostosinho de ler. A lista que mudou a minha vida é daqueles livros que fazem o coração ficar aquecido, um livro com muitas lições de vida. 

Georgia está acomodada, sua vida é trabalhar e assistir séries em casa, mas a sua vida dá uma guinada quando a sua irmã é diagnosticada com Esclerose Multipla. A Esclerose não é uma doença terminal, mas pode afetar e muito a vida de uma pessoa, e a Irma de Georgia era das pessoas mais ativas e isso a faz ficar em um estado bem preocupante. 

Amy decide que Georgia precisa viver e entrega a ela uma lista de tarefas, que ela deve cumprir até o dia do seu aniversario. Entre as tarefas está conhecer alguém pelo tinder. Até ai tudo bem, mas ela marca um encontro e se confunde na hora de encontrar o seu par, e acaba tendo um encontro com um desconhecido. 

Em meio as dificuldades de sua irmã, um trabalho extressante, uma chefe controladora e um homem desconhecido e muito atraente Georgia vai cumprindo a lista de sua irmã e vai descobrindo que a vida pode ser muito melhor do que ela espera. 

Eu adorei o livro, apesar de alguns pontos que foram pouco desenvolvidos temos uma conclusão satisfatória. As menções a esclerose múltipla são bem importantes e a autora consegue dar uma visibilidade a doença que não vemos todos os dias. Uma obra importante para que as pessoas conheçam um pouco mais sobre esse problema que atinge cerca de 35 mil pessoas só aqui no Brasil. 

A temática me levou a pesquisar mais sobre a rara doença, e descobri a ABEM, Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (@abemoficial) no site conhecemos melhor a doença, assim como as ações e pesquisas relacionadas. Lá também é possível conhecer os eventos e realizar doações. 

Esse é um livro que recomendo muito e adoro quando temos uma trama que além de divertir também nos informa. 

E você já leu este livro?
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5 de dez. de 2020

 
Olá meus amores! 

Trouxe hoje para vocês esse projeto maravilhoso que está sendo lançado pela Editora Avec no Catarse! Bora conferir!


PROJETO:
O título do livro é Mensagens Positivas com Pitadas de Agressividade e você ainda precisa de uma sinopse pra entender do que se trata? Sério? Então tá, aqui vai o que você precisa saber: este livro contém Mensagens Positivas com Pitadas de Agressividade porque você só entende quando passa vergonha, né?


Com roteiro e desenho da quadrinista gaúcha Letícia Pusti , o formato do livro é 21x21, impresso em papel couchê fosco 150 g. Assim você não vai poder vir com esse papo de que não lembra da mensagem, ou não sabe onde guardou um HQ!

RECOMPENSAS




Tá esperando o que para apoiar esse super projeto?
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Dezessete Mortos | Nikelen Witter | Avec Editora | 80 páginas 

Olá Bookaholics!! 

È bem comum que eu traga aqui resenha de livros de contos e hoje tem mais uma belezura chegando! 

Dezessete Mortos é um livros que reúne sete contos que se passam pelas bandas do sul do Brasil, e devo dizer me senti imersa em cada um deles. Sendo gaucha algumas das histórias contadas por Nikelen trazem uma lembrança dos meus tempos de criança onde escutava histórias de lendas e tinha medo de vários seres mitológicos que podiam espreitar pelos campos e lugares escondidos da minha cidade. 

Para quem é gaucho o livro de Nikelen se torna uma imersão nos contos e lendas que são contados nas rodas de chimarrão e festas de fim ano, para quem não é daqui é um mergulho nas lendas do nosso país e uma forma de conhecer a cultura de um povo que tem muita coisa para contar. 

O meu conto preferido de todos foi “Passando pelo Rincão dos Infernos em Direção ao Passo das Enforcadas”, que se passa em uma localidade que já conheci e as lendas ali são bem conhecidas. 

Dezessete Mortos, o conto que dá titulo a essa coletânea, foi um dos mais surpreendentes, e pode demonstrar o que o desejo de vingança pode atrair, para si mesmo e para a pessoa da qual quer se vingar, um conto de poucas páginas mas com muitos significados, afinal o Diabo está nos detalhes não é? 

Enfim é um livro que recomendo demais, e está em pré venda no site da editora Avec em formato físico e disponível em formato digital na amazon. 

Agora me conte, você conhece alguma lenda do sul? 

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Quase Rivais ● J. Sterling ● 160 páginas ● @faroeditorial 

Olá Bookaholics!!! 

Hoje vim conversar com vocês sobre o livro Quase Rivais, da autora J. Sterling (mesma autora de Dear Heart, Eu odeio Você). 

Quase Rivais é uma ‘paródia’ de Romeu e Julieta, embora não tenha um final tão trágico quanto o clássico romance, o livro de Sterling trás um conflito entre duas famílias que dura a algumas gerações. Julia não sabe exatamente o que causou o conflito entre as duas famílias, mas ela sabe que nunca poderá se relacionar com James Russo, o sexy, encantador e delicioso vizinho que conhece desde os 4 anos de idade. 

Lanço um rápido olhar para James, que estava olhando para mim, e meu coração pulou na garganta antes de eu desviar. Aparentemente eu curtia mais o tipo proibido, com cabelo escuro e uma barba aparada. O tipo de cara que fazia meu coração parecer que ia sair do peito só com um olhar. Minha garota má interior gostava de caras que poderiam arruinar a minha vida e fazer meus pais me deserdarem só com um beijo

Talvez por ser um romance proibido eles se desejem tanto, James vive sonhando acordado com Julia e ela se vê em situações muito constrangedoras ao pensar naquele que deve ser seu arqui-inimigo. A situação piora quando James resolve que vai conquistá-la, depois de um acidente na linha divisória das duas vinícolas, Julia fica devendo um favor a ele e ele exige um encontro como pagamento. Já podemos deduzir que muita confusão vai vir disso, e que com certeza um romance vai surgir. 

Apesar de ter gostado bastante da historia de J. Sterling, achei uma adaptação muito boa do romance de Romeu e Julieta (sem mortes no final), acredito que podíamos ter tido um maior desenvolvimento de alguns pontos. O conflito que levou gerações das famílias Russo e La bella a se tornarem inimigas foi tão facilmente resolvido que acabou me deixando um tanto decepcionada. 

Outro ponto a se levar em consideração é o medo que Julia tem de seu pai, o ódio que ele tenta plantar nela contra os Russos é tão irracional que ele a ameaça para que nunca a desobedeça e isso me deixou bastante desconfortável, e é uma coisa bem comum de se ver em famílias, os pais usando ameaças para manter os filhos na linha. 

— Você teve medo de decepcionar seu pai a sua vida inteira. Eu vejo isso muito claramente agora, mais do que nunca. Mas e o fato de ele estar decepcionando você? Se continuar a viver sua vida em função de todos os outros, então não estará vivendo para você mesma. Eu receio que você olhe para trás e se odeie por isso um dia. Em algum momento, você tem que parar de se preocupar com quem esta decepcionando e perceber que, toda vez que vai contra seu coração, está decepcionando a si mesma. E isso é bem pior.


Claramente a autora quis nos trazer uma trama um pouco mais leve e romântica, levando a cidade inteira apostar no romance de Julia e James. Eu curti bastante o livro e indico para quem gosta de um romance levinho e rápido de se ler! 
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Medicina Macabra | Thomas Morris | 432 p. | @darksidebooks

Olá Bookaholics!

A resenha hoje é desse livro que era para ser macabro e acabou sendo divertido, não que as doenças alheias me deixem feliz, mas os relatos contidos no livro são tão inusitados que chegam a ser hilários, não todos claro.

Medicina Macabra se divide em sete capítulos, com vários subtítulos trazendo vários casos dos mais inesperados aos mais surpreendentes, fazendo o próprio autor duvidar de algumas das historias coletadas.

O Capitulo que mais gostei foi o primeiro, intitulado de Vergonha Alheia trouxe relatos como:

Um Garfo engolido pelo ânus; O enamorado cadeado de ouro e Cerol fininho, repolho cozido.



Claro que também tem aqueles relatos mais sérios e macabros, no capitulo 6, Histórias Macabras fiquei bem impressionada com as histórias “Ele partiu o pênis em dois” e “O teste da Criança anfíbia”.

O autor deste livro é bem sincero em suas colocações, deixando uma idéia no livro como se estivesse conversando com o leitor, dando suas opiniões sobre cada caso e fazendo perguntas diretamente ao leitor.

Foi uma leitura bem estimulante e um tanto divertida, conhecer alguns métodos médicos do século passado e como os tratamentos eram inusitados foi algo incrível.



Recomendo bastante esse livro para quem gosta de histórias macabras, com finais inesperados e inusitados e um tanto de verdade (porque obviamente alguns relatos ali não podem ser verdadeiros), também pode ser uma ótima ferramenta de estudo para quem gosta de escrever e gostaria de conhecer alguns métodos médicos utilizados no inicio da pratica da medicina.

E você, já leu este livro?

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Strani Amori ● Evellyn Miller ● 605 p. ● @pitanguseditorial 

Olá Bookaholics! 

Conhecemos logo no inicio deste livro Briseida, uma mulher do interior que luta para conseguir uma boa vida, para si e para sua mão. Fruto de um romance entre uma aluna e um professor ela é inteligente e sempre escutou de sua mãe que seu destino é ser extraordinária. 

Mas sua escalada para ser tudo que merece tem grandes muros e desafios, Briseida ao ir para a faculdade se vê envolvida com um deputado, primeiro ele parece ser um homem honesto e maravilhoso, a faz se sentir nas nuvens, mas aos poucos ela descobre que o amor possessivo dele e seu ciúme doentio pode acabar com sua vida. 

Depois de muito se culpar ela consegue perceber que nada que fizer será o suficiente para que o seu namorado se sinta satisfeito. Com uma coragem homérica ela consegue se desvencilhar dele. 

Aquiles é um homem bem sucedido, engenheiro, dono de uma construtora ele tem tudo que poderia querer, mas sua vida não são só flores. Depois de ser diagnosticado com a Síndrome de Asperger ele consegue compreender porque sempre foi taxado de esquisito. Sua vida gira em torno das coisas simples, andar de bicicleta, contar os seus livros para se acalmar todos os dias. Até que certo dia ele percebe um livro faltando, descobre que uma nova diarista o roubou e arma um flagrante para ela. Essa diarista é Briseida, que em seu desespero por falta de trabalho aceita trabalhar na mansão dele. 

Aqui os nossos protagonistas começam a se relacionar. Briseida se encanta por ele desde o inicio, mas Aquiles é diferente, seu modo de sentir e se expressar é algo que ela precisa se acostumar e aprender. E ela encara esse desafio de forma profunda. 

Senti falta de algumas coisas, alguns pontos que foram apresentados e não desenvolvidos me deixaram um pouco incomodada, como por exemplo a ex-namorada de Aquiles que jura acabar com o romance dos dois, mas que simplesmente some (não que eu quisesse mais sofrimento para a Briseida, porque MDS coitada dessa mulher). 

Muitos assuntos importantes são tratados no livro, não com tanta profundidade como gostaríamos mas mesmo assim temos uma visão bem ampla. Temos relacionamentos abusivos, um envolvimento com câncer, a síndrome de asperger e mais sobre o autismo, a pressão da família e o preconceito com certos assuntos. Enfim é muita coisa para contar para vocês nesses poucos caracteres, mas saibam que é um livro que vale muito a pena e tem vários assuntos sensíveis! 

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