
- Sinopse -
Durante todo o fim de tarde, os homens permanecem entreolhando-se a distância; vez ou outra, seus semblantes refletem a ansiedade que sentem e algum fio de esperança em ver os portões se abrirem e o oficial atravessá-lo. Estão no meio de lugar nenhum e não sabem nem em que região está localizada a Colônia. Do lado de fora, além da vastidão e dos espaços vazios, existe o silêncio empurrando-os para o nada."
- Resenha -
Estonteante. Ana Paula Maia tem, no mínimo, um pacto com o outro lado para descrever cenas tão incríveis.
Do começo ao final do livro, ela descreve cenas com uma veracidade, como se estivéssemos vivendo junto com os protagonistas. Pude sentir o cheiro e o calor da Colônia durante toda a leitura. Aliás, falando da Colônia, ela é horrível! Um lugar ótimo para os piores pesadelos de um ser vivo. Qualquer animal, seja racional (até ali) ou irracional, ao chegar perto do local, rezaria para que sua vida tivesse fim antes de cair nas mãos de Melquíades. Um homem louco, perturbado, incrivelmente sádico e, novamente, só para reforçar, louco!!!!!! Sério, o cara é muito louco.
Nesse livro, Ana explora os mais profundos medos, os piores pesadelos, as piores dúvidas, o pior lado do homem. Explora a capacidade humana de sofrer e de fazer sofrer. Explora a nossa capacidade. Falando em capacidade, ela mostra que o mínimo de poder é capaz de deixar louco o mais são dos homens.