O Reencontro - Conto Completo




Depois de muito tempo sozinho resolvi procurar uma companheira, as mulheres me satisfazem por um momento, mas logo me canso delas. Uma companheira poderia mudar isso. Ela estaria sempre a minha disposição. E eu escolheria uma companheira perfeita.
Na verdade, já tenho em mente uma mulher perfeita para mim. Ela é voluptuosa e cheia de energia, eu a encontrei em um bar a mais ou menos um ano. Eu ainda guardo a sua calcinha, e só de pensar em seu cheiro já fico excitado.
“Ela não deve se lembrar de mim” - pensei, mas logo decidi que a procuraria… Mina é o seu nome.

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Depois daquela noite no bar eu sempre voltava lá, pelo menos uma vez por semana. Nunca perdi a esperança de reencontrar aquele homem maravilhoso que lhe dera o melhor orgasmo da sua vida. Hoje era um dia muito bom, me sentia confiante e com muita energia.
Não que eu não tivesse saído com outros homens, na verdade no último ano tinha ficado com mais homens que em toda a sua vida adulta, estava em busca de experiência, e havia conseguido, tanto boas como ruins.
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Resolvi ir atrás dela, atrás da mulher que povoa os meus sonhos e pensamentos a quase um ano. Não sabia como eu a encontraria, mas resolvi procurá-la no mesmo lugar que a encontrei da primeira vez. Fui ao bar, antes de chegar a porta já senti o seu cheiro, tive muita sorte, fiquei duro na mesma hora precisei ajeitar a calça para que não me apertasse.
Entrei no bar e olhei em volta, procurando por aquela que seria minha companheira eterna. Logo a vi, rodeada por dois homens que obviamente a queria, a desejavam. Um rosnado baixo subiu involuntariamente pelo meu peito, já me sinto como seu dono sem nem mesmo te - la possuído por mais que uma vez.
Ela virou o rosto em minha direção como se sentisse a minha presença, olhou profundamente em meus olhos, com um desejo ardente que me deixaram pegando fogo. Ignorou os dois admiradores que a cercavam e foi em direção a porta lateral do bar. Não era a porta do escritório onde havíamos ficado na primeira vez. Será que ela está fugindo? Não, ela não irá escapar tão facilmente de mim, ela será minha… para sempre.
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Eu o enxerguei através da fumaça espessa de cigarro que pairava por todo o bar, ele me encarava com seus olhos penetrantes, como se fosse um fantasma que viera me assombrar. Logo meu corpo transpirava desejo. Meu primeiro instinto foi ir ao pequeno escritório, mas sabia que estaria trancado - eu o visitava às vezes - então resolvi sair para o espaço reservado para fumantes, ninguém o usava mesmo. Não olhei para trás, sabia que ele me seguiria, sentia o seu desejo, era tão forte quanto o dela própria.
Entrei pela porta e me virei, e ele já estava lá, com a mão na maçaneta, trancando a porta por dentro e olhando firmemente para mim.
- Olá - ele disse - você lembra de mim?
- Como não lembrar? - Eu disse olhando em seus olhos - por muitas noites a lembrança daquele escritório me aqueceu.
Ele soltou um grunhido animalesco e veio em minha direção, mesmo com todo o desejo que sentia me senti ameaçada e recuei até a parede.
Ele me prensou contra a parede, segurou meus pulsos e os levou delicadamente acima da minha cabeça. Deu um beijo suave em minha orelha, que me arrepiou toda a nuca, logo nos beijávamos com fervor, eu ainda com as mãos presas me sentia dominada e isso só tornava tudo mais excitante.
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Meu corpo pulsa de desejo por Mina, saber que aquela noite povoa os sonhos dela assim como povoa os meus me deixou completamente louco. Senti um pouco de medo vindo dela, mas sua excitação superava qualquer outro sentimento.
Prendi seus pulsos, e a beijei como devia, e logo nos embolávamos no desejo mutuo. Soltei devagar seus pulsos e logo suas mãos passeavam pelo meu corpo, como se não acreditasse que eu realmente estava ali.
Logo seu vestido foi arrancado, me afastei um pouco e admirei seu belo corpo. Ela usava um lingerie de renda preta que era quase transparente. Seus seios entumecidos pelo desejo eram lindos. A espremi contra a parede novamente, arranquei seu sutiã e tomei seus seios em meus lábios. Seus gemidos de prazer só me incentivavam e logo ela teve um orgasmo.
Tomei-a de pé, ela passou as pernas por minha cintura e contra a parede eu a tomei, ela se encontrava totalmente excitada. Passamos toda a noite aproveitando aquele reencontro, dando prazer um ao outro. Durante todo o tempo fui aos poucos sugando seu sangue, quanto mais extasiada ela estava mais sangue eu tirava.
Mordi seu pescoço, seus seios e coxas e tomei para mim quase todo o seu sangue, no seu último orgasmo rasguei meu pulso e dei para que ela sugasse. Ela adormeceu com meu sangue em seus lábios, levei - a para o meu esconderijo, logo ela acordaria para a noite…
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Acordei com uma sede enorme, olhei em volta e a escuridão do quarto me surpreendeu. Não fiquei surpresa por estar escuro, mas sim por eu poder enxergar muito bem apesar da escuridão. Senti um cheiro forte de suor e sexo, e ouvi pássaros cantando, ao que me parecia ser bem longe.
- Se sente bem? - Ele disse com uma voz rouca que eu reconheceria em qualquer lugar - Quer algo?
- Estou bem… mas onde estou? - Ele se aproximou e sentou - se ao meu lado na cama e disse:
- Está em minha casa… tem certeza que não quer nada? Não está com sede?
- Bem… estou sim, pode me dar um pouco de …- de que eu tenho sede? - Água.
- Não é água que você quer - e dizendo isso se levantou e foi em direção a porta - já volto.           
Meus dentes doíam, levantei e fui em busca do interruptor da luz, logo o encontrei, mas quando liguei a luz ela me feriu os olhos e com um salto eu estava de volta a cama com os lençóis negros cobrindo o meu rosto.
Ouvi um ruído de passos, a porta se abriu e John entrou por ela acompanhado de um homem que cheirava a bebida, presumi que ele estava bêbado já que não os enxergava.
        - Porque ligou as luzes? Só vão machucar os seus olhos - e dizendo isso ele as desligou depois de sentar o homem em uma cadeira no centro do quarto, me senti aliviada, a pressão da luz estava me deixando meio doente.
        - Ainda com sede? - Ele perguntou suavemente - trouxe algo para você. - Retirei o lençol do rosto e fiquei procurando o que ele havia trazido. Percebi que ele já estava sentado em uma cadeira ao lado da cama. Foi quando senti, aquele cheiro doce e suculento que se espalhava lentamente pelo cômodo. Percebi que John tinha uma pequena faca na mão.
Olhei em frente, o homem que se encontrava sentado passava a mão pelo pescoço e parecia chocado com o que via. Antes que eu me desse por conta me encontrava de pé só de calcinha em frente ao homem. Sentei em seu colo passando as pernas pela sua cintura e comecei a lhe beijar o pescoço, quando o sangue tocou meus lábios presas afiadas despontaram de minha boca e eu sabia exatamente o que fazer.
Com um prazer indescritível cravei as presas no pescoço do homem. Ele começou a se debater, mas eu o pressionei e o fiz ficar no lugar, cada movimento que ele fazia só aumentava o meu prazer, eu parava de sugar em lugar só para cravar os meus dentes afiados em outro, logo ele já estava com marcas sangrentas por todo o pescoço. Era excitante o modo como ele se debatia, e para tornar mais interessante eu podia sentir os olhos de John sobre mim, o homem parou de se mexer. Já me sentia satisfeita, sai de cima dele e o empurrei, seu corpo caiu com um baque no chão, e eu fui em direção a John.
Ele me observava e silencio, eu sabia que de meus lábios escorria sangue, e que meus seios estavam descobertos e provavelmente com sangue também, mas isto pouco importava, minha presa agora era outra… e meu desejo não era de alimento.
****
“Que predadora formidável” - pensei. Nunca uma mulher me surpreendeu desta maneira, já presenciei muitas transmutações, geralmente as mulheres hesitavam na primeira alimentação. Mas Mina não. Ela não hesitou sequer um segundo, sugou o homem como se fosse a coisa mais natural para ela, e agora vem em minha direção, com os olhos vermelhos e dilatados pela excitação, só de calcinha de renda preta e com os lábios cobertos de sangue fresco.
O desejo que seu corpo desprendia é palpável. Ela me observa como uma presa.
Me encontro sentado, ela vem até mim e me enlaça com as pernas como fez com o homem, me beija lambuzando-me com sangue e me deixando totalmente excitado. Fizemos sexo por horas, sem parar para descansar, como animais no cio, como amantes que se encontraram pela primeira vez depois de muito tempo.
        - O que eu sou agora? - Ela me pergunta na cama.
        - Você é minha - digo mostrando os dentes,  - minha vampira.
Ela sorri.
        - Eu sabia que você era diferente - olha em volta - gostei disso, me sinto livre.
        - Sim, você é livre, - olho em seus olhos - mas ainda tem muito que aprender.
Olho em direção ao corpo do homem caído no chão, “preciso sumir com esse corpo” - penso.
        - Eu o matei? - Ela pergunta olhando em direção ao corpo - Espero que sim, enquanto bebia dele pude ver o que fez com todas aquelas garotas.
Precisei sorrir, ela é mesmo formidável, já na sua primeira alimentação leu os pensamentos da vítima. Incrível.
        - Sim ele morreu, na verdade o escolhi pelas vítimas, - olhei para ela - não costumo pegar pessoas inocentes, a não ser que seja extremamente necessário.
        - Eu queria que ele sofresse - disse com ódio nos olhos - mas não consegui me conter
        - Com o tempo minha Mina, você aprenderá.
****
Eu sou forte, eu sou linda e eu sou uma predadora. Eu gosto de sangue e eu gosto de vê-los sofrer. Assim é minha vida agora, nem sempre posso matar, mas John não resiste aos meus pedidos, sempre acaba cedendo, mas eu sei que não posso abusar.
Ele diz que sou perfeita, que escolheu bem, agradeço por tudo o que ele fez. Estou aprendendo, cada vez que me alimento fico mais forte e mais poderosa. Sou ligada a John, ele é o meu criador, o meu mestre. Estou satisfeita com isso, ele faz o que eu quero, eu sou a sua fêmea e enquanto eu estiver feliz ele viverá.

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