2.06.2018

[Crônica] Sofrer por amor


Acredito que já somos programados no útero para sofrer com amor. Que atire a primeira pedra quem nunca teve um amor/ paixão não correspondido. 

Eu tive a minha cota de paixões não correspondidas na adolescência. O engraçado é que sempre passa.

Eu era uma uma guria baixinha e gordinha quando comecei a ter interesses amorosos, meu primeiro amor (paixonite adolescente) era um menino que todas as meninas achavam lindo. E claro que minha melhor amiga era linda loira e magra. E se vestia muito bem, chamando atenção de todos. Eu era só a amiga que curtia ler e que não gostava de garotos. Porque, como uma guria como eu poderia gostar de alguém não é?

Mas um dia eles descobriram. Que eu gostava de garotos, e a zombaria foi enorme. E perguntaram para 'aquele' garoto se gostava de mim. Ouvi um 'Eca' e meu coração partiu pela primeira vez.

Mas passou. E essa não foi a primeira nem a última vez que passei por isso. Quantas vezes me escondi na sombra das minhas 'amigas' bonitas? Eu sempre era a guria legal. Não a bonita, a beijavel, a desejável. Sempre a legal. 

E quando finalmente alguém mostrou interesse, um interesse sincero, me atirei com tudo. Por um bom tempo flutuei nesse amor. Cresci com ele. 

Engravidei adolescente, porque era uma paixão intensa e um tanto imprudente. E a paixão foi passando e aquela sensação de coração quebrado voltava. 

Mais uma vez de coração partido. Mais uma vez em que queria me fechar e nunca mais abrir o coração. 

Mas o amor é uma coisa engraçada. Ele chega de mansinho, fazendo carinho, sem se anunciar. E assim conheci o amor da minha vida. Pode ser que eu quebre o coração novamente. Pode ser que nunca mais precise me preocupar com isso. A única coisa que aprendi, com meu coração já quebrado e remendado, é que somos programados para isso. Amar e superar. Levantar e seguir em frente, e amar de novo, mais forte, mais intenso, mais feliz.

Texto: Patrícia Vahl

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