4.30.2023

[RESENHA] O Ultimo Sorriso na Cidade Partida | Luke Arnold |@editoratrama


Fetch é um humano miserável, um faz tudo que mal tem dinheiro para comer, e que sente toda a culpa pela maior perda do mundo, a perda da magia. Mas não conseguimos entender toda sua história logo de início.

Fetch é contratado pelo diretor de uma escola para encontrar um professor desaparecido. Apesar de não ser um policial, Fetch tem habilidades muito boas para investigação e encontrar um vampiro decrépito não deve ser tão difícil assim, ainda mais depois que o CODA, evento que eliminou a magia do mundo, deixou todos os seres que usufruíam do poder mágico do mundo indefesos e frágeis.

A culpa do CODA recai totalmente sobre os humanos, determinados a descobrir porque todo o resto do mundo possui magia, exceto os humanos, eles empreendem uma busca pela fonte dela, a princípio para tentar usufruí-la também, mas o resultado é a eliminação dela totalmente do mundo. Durante a trama vamos intercalando a visão do mundo atual e a visão de tudo antes do CODA, através das lembranças um tanto confusas de Fetch conhecemos o que se deu para que o mundo se tornasse miserável e qual a influência de Fetch nisso tudo.


Fora o CODA ainda acompanhamos a investigação do sumiço do vampiro, e o desespero que as criaturas mágicas sofrem pela perda da magia, e toda a narrativa demonstra isso de forma impecável.

NADA PERMANECE IGUAL POR MUITO TEMPO, FETCH. CADA TRAGÉDIA EVENTUALMENTE SE TORNA O ENTRETENIMENTO DE ALGUÉM.

Eu gostei muito da escrita de Luke Arnold, e apesar de não curtir tanto narrativas não lineares, essa me prendeu bastante e foi muito bem formulada. O universo criado por Arnold é totalmente rico, com descrições e criaturas bem desenvolvidas e um personagem principal sarcástico, com um humor sombrio e com nada de esperança, mas que mesmo assim segue em frente, tentando descobrir o que fazer a seguir.

Esse livro pode ser facilmente lido como um volume único, com início e fim, a investigação tem um final satisfatório e não deixa pontos sem solução. Obviamente já existe uma continuação, O Caso do Homem morto no Fosso, e logo pretendo lê-lo!

Me conta ai, você gosta de fantasia urbana?

Beijinhos da Paty 

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