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25 de mar. de 2021


Olá Bookaholics!

A Revolução dos Bichos foi publicado originalmente em 1945 no Reino Unido sob o nome Animal Farm (fazenda de animais), é uma ficção distópica com ares de fábula escrita pelo famoso autor George Orwell.
Na história um porco premiado chamado Major, tem um sonho ‘profético’ onde lembra de uma canção que fala sobre a liberdade dos animais em frente a tirania dos humanos. Um dia o dono da fazenda, Sr. Jones bebe demais e acaba esquecendo de alimentar os animais. Isso fomenta a ira dos animais que decidem que aquela tirania deve acabar.

A revolução começa, os porcos considerados os mais inteligentes ficam com o comando e ao que tudo parece os animais conseguirão a tão sonhada liberdade que desejam.

Em A Revolução dos Bichos temos muitas criticas e sátiras sociais, a revolução começa pura e com objetivos claros, a liberdade dos animais e divisão justa dos trabalhos para que todos se beneficiem.

Porém logo vemos a corrupção se infiltrando na fazenda, objetivos que eram para ser comuns a todos os animais começam a ser deturpados e uma hierarquia começa a se estabelecer de forma autoritária e cruel.

Foi um livro que li bem rápido e que absorvi as lições que ele tinha para os dias de hoje, algumas coisas como a devoção cega de um cavalo aos porcos, e os boatos espalhados de forma que viessem a se tornar uma dura verdade são coisas que vemos muito na nossa própria política.

O caos se instaura e poucos comandam todos utilizando mentiras e meias verdades para manipular as massas, até que chega a um ponto impossível de se retornar.

A Revolução dos bichos pode ser encarado como um clássico aplicável a qualquer dia, seja no passado ou no presente ele trás duras lições e tenta abrir os olhos para a corrupção que pode existir até nos objetivos mais puros.

A edição da Avis Rara Editorial está impecável, desde a tradução até as ilustrações são perfeitamente encaixadas e tornam a leitura agradável e fácil.

E vocês já leram algo do George Orwell? Conhece os outros livros do autor?

15 de jan. de 2021


“O ano que a Terra parou”, do jornalista Luciano Trigo chega às livrarias este mês 

Obra analisa os acontecimentos que marcaram o ano de 2020,escondidos pelos debates enviesados e pelas discussões ideológicas 

Quem poderia imaginar um ano em que tudo parou? A canção profética de Raul Seixas sempre pareceu a todos nós como uma fantasia divertida. Mas não foi. Uma pandemia se espalhou pelo planeta, matou mais de um milhão e meio de pessoas e impôs regras de confinamento social a populações inteiras, gerando recessão e desemprego em uma escala inimaginável. Mas isso não foi a única tragédia de 2020. Será esse o pior ano de todos os tempos? 

A Faro Editorial lança este mês pelo selo Avis Rara, “O ano que a Terra parou”, do jornalista Luciano Trigo. O autor analisou os principais fatos que marcaram o ano, e conecta a feitos e eventos de outras épocas que nos oferecem um cenário do que realmente aconteceu, e como isso nos afetará nos anos vindouros. 

Um ano que também ficará marcado pela escalada da insanidade provocada pela polarização política e pela consolidação de uma agenda que inclui a defesa da censura, a perseguição a adversários e, na prática, a ditadura de pequenos grupos de poder – tudo isso em nome da defesa da democracia. 

Neste livro, Luciano Trigo examina o que há por trás das diferentes manifestações desse fenômeno na vida cotidiana, sempre buscando apontar caminhos para a sua superação. E alerta para os riscos decorrentes da erosão dos valores compartilhados, sem os quais nenhuma sociedade consegue sobreviver. 

Uma leitura necessária para entender os tempos muito estranhos que estamos vivendo – e para manter o equilíbrio e a sanidade em meio à nova guerra de narrativas. 

O autor responde: 

Podemos afirmar que 2020 foi o pior ano de todos os tempos? 

Seguramente houve muitos anos piores na História, em termos de volume de mortes e de sofrimento humano, bastando citar os anos do Holocausto nazista, do Holodomor stalinista e da Grande Fome chinesa, isso para ficarmos só nos genocídios do século 20. O que 2020 teve de peculiar foi lembrar à humanidade que, no fundo, ela não tem controle sobre nada nem garantia de nada, que a qualquer momento uma pandemia pode parar o planeta e provocar a morte de milhões de pessoas. A Covid-19 é um tapa na cara de uma sociedade que não passou por nenhuma das tragédias citadas acima e desaprendeu a lidar com o aspecto trágico da existência, daí o seu impacto psicológico e emocional brutal sobre as pessoas. 

Acha que esse cenário ainda deve continuar? E quais seriam as piores consequências? 

Vivemos um momento de grande otimismo em relação às vacinas, mas só o tempo dirá se elas são realmente eficazes e por quanto tempo, se surgirão novas mutações do coronavírus etc. Acho que o vírus não vai desaparecer, e que algumas mudanças vieram para ficar. Certamente vamos nos acomodar em algum tipo de normalidade, que será diferente da anterior, talvez isso seja questão de meses. Mas muito provavelmente a Covid-19 vai continuar fazendo vítimas, como outras doenças que não existiam até poucas décadas atrás, e com as quais aprendemos a conviver. O ser humano se adapta a tudo. Entre as consequências negativas está o aumento do controle da sociedade pelos governos, suprimindo-se liberdades individuais com o pretexto do combate à pandemia. 

O que podemos esperar da sociedade daqui para frente? 

O problema é que a pandemia de Copvid-19 não foi a única tragédia de 2020, ano que também ficou marcado pelo acirramento insano da polarização política, pela cultura do cancelamento, pela defesa da censura, pelo “ódio do bem”, pela vandalização de monumentos históricos e pelo que se convencionou chamar de “lacração”. Hoje vivemos uma verdadeira ditadura de grupos minoritários barulhentos, que impõem suas agendas a uma maioria silenciosa. A razão de viver desses grupos é impor sua vontade no grito, perseguindo e esfolando todos aqueles que discordarem. 

Estudando possíveis cenários, o que você acha possível acontecer em 2021? 

Ainda que contem com o apoio da grande mídia e do meio acadêmico, que continua totalmente dominado pelo pensamento de esquerda e progressista, muitas dessas agendas – as bandeiras identitárias, por exemplo – pela forma agressiva e intolerante como estão sendo conduzidas, podem acabar provocando uma reação das pessoas comuns, que estão vendo seus valores e crenças serem diariamente atacados. A eleição de Bolsonaro já foi, em parte, uma reação do Brasil real a pautas no campo dos costumes que são rejeitadas pela maioria dos brasileiros. O Brasil real é muito diferente da timeline das redes sociais dos professores, intelectuais e artistas. Mas é claro que o futuro desse governo e a possível reeleição de Bolsonaro dependerão, fundamentalmente, do desempenho da economia, como aliás acontece com todos os governos. 

Sobre o autor 

Luciano Trigo é jornalista e escritor. É autor dos ensaios “O viajante imóvel – Machado de Assis e o Rio de Janeiro de seu tempo”, “Engenho e Memória – O Nordeste do açúcar na ficção de José Lins do Rego (premiado pela Academia Brasileira de Letras), “A grande feira – Uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea” e “Guerra de narrativas – A crise política e a luta pelo controle do imaginário”. Também escreveu obras de ficção, de poesia e livros infantis. Mantém atualmente uma coluna sobre cultura e política na “Gazeta do Povo”.o fascismo ao lado dos trotskistas e anarquistas socialistas. Seus dois romances mais famosos, A revolução dos bichos e 1984, são tanto fruto de sua rica experiência de vida, como uma enfática condenação ao totalitarismo. Orwell morreu de tuberculose em Londres, em 1950. 




Faro Editorial lança edição do clássico “A Revolução dos Bichos” de George Orwell 

Obra sairá pelo selo Avis Rara e capa inspirada na alegoria real de Orwell 


Uma fazenda se revolta contra seu dono. Animais cansados do que consideravam descaso do homem, resolvem tomar o poder a força e viver de acordo com suas regras, dividindo a comida, as tarefas e vivendo em harmonia com a terra. Bem... era o que pensavam no início, mas quando o poder muda de mãos, também mudam os comandantes da partida, e o que parecia ser a utopia de uma sociedade justa, se torna uma nova disputa de classes. A revolução dos bichos discute mitos que continuamente pairam em nossa sociedade, e foi escrito depois de um processo de desencanto de Orwell, quando esteve na linha de frente do projeto socialista. 

A Faro Editorial lança este mês pelo selo Avis Rara o clássico, “A revolução dos bichos” de George Orwell. Publicado 75 anos atrás, a obra mantém em sua narrativa alegórica uma reflexão fundamental para os nossos tempos. Mas ao longo dos anos, os fatos que inspiraram o autor acabaram perdendo o protagonismo: a crítica contundente ao socialismo real que foi posto em prática por Stálin, e a figuras como Marx, Lenin e Trotsky. 

Gerações e gerações de leitores conhecem a fábula política de George Orwell que mostra a revolta dos animais da fazenda contra os humanos, uma retomada do poder pela força de trabalho dos bichos. Mas o que parecia ser a utopia perfeita, acaba se virando contra os revolucionários, que apenas transferiram o poder a um novo tirano. 

Os elevados ideais de liberdade, justiça e igualdade são traídos e um novo regime de opressão substitui a tirania anterior. “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros” passa a ser o único mandamento e condensa em poucas palavras como a disputa pelo poder pode se esconder até mesmo nas causas mais nobres. 

Sátira política devastadora e fábula moral na tradição de Esopo, La Fontaine, Swift e Voltaire. 



“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco” 

Sobre o autor 

Autor de seis romances, além de inúmeros ensaios e artigos, George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, na Índia, onde seu pai era alto funcionário do governo britânico. De 1917 a 1921, cursou como bolsista o tradicional e aristocrático EtonCollege. Porém, depois disso, rompeu com seu passado burguês, trabalhou como operário, lavador de pratos e professor e, em 1937, lutou contra o fascismona Guerra Civil Espanhola, ao lado dos trotskistas e anarquistas socialistas até se desencantar com os crimes cometidos em nome da revolução. Seus dois romances mais famosos, A revolução dos bichos e 1984, são tanto fruto de sua rica experiência de vida, como uma enfática condenação ao totalitarismo fosse de qualquer ideologia.“A verdade, é claro, é que os inúmeros intelectuais ingleses que beijam o traseiro de Stálin não diferem da minoria que é fiel a Hitler ou Mussolini (…). Todos eles estão cultuando o poder e a crueldade bem-sucedida”. Orwell morreu de tuberculose em Londres, em 1950. 

Estou Ansiossisima por essa edição! E vocês?