[Resenha] Laranja Mecânica

SINOPSE
Clássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.

A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.

A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Individuo.

Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.


RESENHA


O livro é um romance distópico, onde a historia se passa na sociedade inglesa repleta de violência juvenil. 

Dividido em três partes e narrado em primeira pessoa por nosso personagem principal: Alex, um jovem extremamente violento e agressivo. O livro nos faz questionar e refletir sobre até onde vai a maldade e a violência humana. 

A narrativa é um pouco confusa, o autor usou uma gíria influenciada pelos idiomas russo e inglês, chamada "Nadsat", algumas palavras foram fáceis de entender o significado, outras nem tanto, por sorte existe o glossário com todos os significados dessa gíria. 

Na primeira parte da história, vemos Alex e seus três “drugues” ou amigos, fazendo altas barbaridades sem motivo nenhum as pessoas, apenas por prazer próprio. Foi extremamente revoltante e agonizante ler algumas dessas cenas. Principalmente uma cena de estupro, da qual foi baseada em fatos reais. Porém as coisas acabam dando errado, Alex é condenado e vai para a prisão, e é lá que ele passa pelo tratamento Ludovico. 

Um tratamento de modificação de comportamento experimental que prometia retirar todo o gosto e instinto pela violência dos cidadãos. O que não sabíamos é o quão forte e intenso seria esse tratamento, fiquei agoniada, mas não consegui sentir nem um pingo de dó do Alex (sou uma pessoa ruim?). 

A terceira parte nos mostra a vida para a qual Alex voltou, não vou contar se o tratamento deu certo ou não, isso vocês terão de ler para descobrir haha. Foi bastante difícil prosseguir com essa leitura, além de estar completamente fora da minha zona de conforto e como uma estudante do curso de Direito, por varias vezes cheguei a pensar em desistir e escolher uma outra distopia para encerrar a Dinâmica. Mas como ganhei o ebook da Amazon, graças aquela polemica “Amazon vs João Doria” (google.com), e como sempre quis conhecer essa história, fui forte e não abandonei. 

Não indico para quem tem o estômago fraco e se impressiona muito com qualquer coisa, a história é pesada. Porem retrata a realidade, a violência não é algo novo, ela existe há bastante tempo e em todos os lugares.


“Bondade é algo que se escolhe, quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem”.


 FICHA TÉCNICA

Autor: Anthony Burgess
Páginas: 224
Editora: Aleph
Onde encontrar: AmazonAmericanasSkoob





4 comentários

  1. Gente, que livro bem pesado. Sempre vi pessoas postando esse livro mas nunca li as resenhas. Gostei e tô curiosa para saber o que aconteceu com ele.

    sinopsedoslivros.blogspot.com

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  2. Eu quero muito lê esse livro,já vi várias postagens sobre ele é me interessei! Adoro livros assim! Haha adorei sua resenha.
    aleituramagica.wordpress.com

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  3. Também peguei ele nessa polemica da Amazon, até hoje não parei para ler, tenho que preparar um pouco meu psicológico para isso. Adorei a resenha.

    Beijos,
    Garota Perdida nos Livros

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  4. Nossa Kaka, eu nem imaginava você lendo algo assim. Conforme fui lendo a sua resenha, fiquei me perguntando o que te levou a essa leitura, mas você respondeu no final. Eu tenho estômago fraco, não teria coragem de ler, pelo menos não agora. Já havia lido algo do tipo?
    Beijos
    Resenhando por Marina

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