[Resenha] O Pequeno Príncipe

"Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."

Livro de criança? Com certeza.
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta línguas diferentes?
Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas?
O pequeno príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.
Amélia Lacombe

Sinopse
O Pequeno Príncipe - Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia.


Resenha
"Eis o meu segredo, é muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos..."

Nunca subestime a capacidade de uma criança de sentir. São humanos, como todos outros. Crianças têm sentimentos, são espertas, inteligentes e criativas. Não devemos bloquear sua capacidade e nem sua criatividade.
O livro começa assim, com um bloqueio de uma criança que teve seu primeiro contato com a arte e com os adultos. Seu primeiro desenho, que fora interpretado por todos de modo errado, foi a primeira tentativa de demonstrar o quão falho pode ser a percepção dos adultos sobre a arte.
Além da arte, a criança fala sobre sentir. E, sentindo desgosto por não entenderem seu desenho número 1 (o superior, na imagem), a criança faz um outro desenho, explicando o primeiro que todos acreditavam ser um chapéu. Isso bastou para que a criança desistisse de ser artista.
Assim como todas as pessoas, a criança cresceu. Com o sonho de explorar o mundo e os céus, ele torna-se aviador. Aí nossa história começa.
Em um pouso de emergência por problemas técnicos no avião, o aviador força-se a ficar no meio do deserto do Saara. Lá, ele conhece um pequeno príncipe que está em viagem pelos mundos e pela galáxia.
"Desenha-me uma raposa", diz o pequeno príncipe. Estas são as primeiras palavras de uma longa história com uma enorme trajetória moral.
O pequeno príncipe é uma criança loira, com aspecto feliz. Apesar de jovem, o príncipe tem um bom conhecimento que não pode ser adquirido em escola alguma, ou melhor, em lugar algum além de onde ele foi.
Ele conta ao aviador suas viagens, suas experiências com um rei, um bêbado, um trabalhador e todos os tipos de planetas. Alguns grandes, outros que cabem apenas uma pessoa.

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

O príncipe tem uma sutileza, um amor e uma inocência digna de criança. Antoine nos passa essas emoções e mais, como tranquilidade, paciência e o verdadeiro significado da amizade. Através das palavras e das páginas que passam despercebidas, o livro nos comove, nos cativa e nos emociona.

 Minha Nota

Ficha Técnica
Título: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Páginas: 93 páginas
Ano da Edição: 2015

Onde Comprar: Submarino




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